Um sentimento que faz toda a diferença em nossa vida é a alegria. Ela faz bem à saúde física e emocional e é responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Triste é a pessoa que não encontra razões ou não tem motivos para se alegrar.

Em meio a tantas frustrações, insucessos, conflitos e estresse que estamos sujeitos, corremos sério risco de perder a capacidade de nos alegrar com as coisas simples em nosso dia a dia. Para muitas pessoas, é mais fácil ceder à tristeza do que lutar pela alegria. Há pessoas que, infelizmente, perderam completamente a noção e o significado da alegria em seu viver, não sabem ao menos o que fazer para ter alegria em seu coração.

A alegria é uma das características na vida do cristão. Ela faz parte da lista de frutos do Espírito (Gálatas 5.22). Certa vez, Jesus afirmou que quem quiser entrar no Reino de Deus deve se tornar como criança (Mateus 18.3). Uma das qualidades do ser criança é a alegria. Assim, se alguém é incluído, é contado e pertence ao Reino de Deus, há motivos suficientes para sentir alegria. De forma mais direta, Jesus também afirmou aos seus discípulos: “Tenho-vos dito estas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa” (João 15.11). O apóstolo Paulo, sabedor da relação intrínseca entre ser cristão e a alegria, recomendou a alegria e ensinou aos filipenses, mesmo em meio ao sofrimento: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4.4).

Na perspectiva cristã, a alegria não depende de compras, bens materiais, objetivos profissionais alcançados, presentes recebidos, viagem realizada, embora todas estas coisas proporcionem alegria e não são condenadas na Bíblia. Porém, a alegria na vida do cristão tem como fundamento a ação e as bênçãos de Deus: “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz” (Romanos 15.13). Quero encerrar dando dois motivos para você se alegrar como cristão.

Ter a liberdade e a condição de cultuar a Deus é motivo de alegria. O povo de Israel sabia disto e enfaticamente dava o seguinte testemunho: “Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor” (Salmo 122.1). Adorar e louvar a Deus, que é soberano, santo e excelso em glória, poder e majestade, a Deus que nos criou, que sustenta a nossa vida e que olha para nós e nos chama de filho ou filha, poder orar e dizer tudo o que sentimos e somos na certeza de que Ele nos ouve e tem cuidado de nós, são motivos suficientes para nos alegrarmos. No livro dos Salmos deparamos constantemente com o convite: “Batam palmas, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria” (Salmo 47.1).

A comunhão entre irmãos e irmãs na família da fé é outro motivo para nos alegrarmos. Ela nos mostra que não estamos sozinhos, e mesmo nas situações mais difíceis da vida, a alegria se faz presente pelo fato de termos irmãos e irmãs que oram por nós, estão ao nosso lado, nos consolam e nos ajudam a levantar e prosseguir. Assim, a comunhão entre irmãos proporciona alegria. A igreja de Cristo é formada de pessoas alegres. Qualquer coisa diferente disto retrata uma igreja enferma. A alegria é contagiante, une as pessoas, diminui a dor e caracteriza a presença de Deus.

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por Rev. Reginaldo von Zuben

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